Arquivos mensais: março 2014

Chiquinha Gonzaga para criança

Por Maricí Andréa Dorta, professora de Música da Educação Infantil.

Minha experiência com filmagem de aula foi no dia 27 de fevereiro, véspera da comemoração do Carnaval na escola, portanto o tema escolhido foi de acordo com o momento que seria vivenciado pelas crianças. Como professora especialista, sendo responsável pelas quatro turmas da Educação Infantil, poderia decidir com qual realizaria o trabalho.
Escolhi o G2, por ser desafiador, pois estamos no início do ano e as crianças estão em fase de adaptação. O assunto escolhido foi a biografia de Chiquinha Gonzaga, essa importantíssima figura de nosso país, compositora, pianista, uma mulher à frente de seu tempo, responsável, dentre tantas obras, pela primeira música de Carnaval brasileira, a marchinha “Abre Alas”.
Fiz uma encenação utilizando materiais com os quais as crianças pudessem se identificar: uma boneca, representando a própria Chiquinha, um boneco, como seu marido e um piano de brinquedo bem colorido, além do CD com encarte contendo fotos reais da compositora.
Confesso que ter a aula filmada deu um “friozinho” na barriga, pois as crianças, mesmo tão novinhas, surpreendem com questões que nos desafiam, e é claro que isto aconteceu.
Quando a filmagem foi vista pelos colegas, os olhares de quem está de fora levantaram pontos da aula que poderiam ser modificados e isso fez muita diferença. Foi incrível como me senti fortalecida com as sugestões oferecidas diante de conflitos com os quais me deparei com as crianças.
Consciente e segura de que estamos navegando num mesmo sentido, do crescimento, do aprendizado e da evolução, afirmo que valeu a experiência! Obrigada a todos que fazem parte da família Tatibitati Átrio, pelos momentos enriquecedores!

Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?

Por Ana Luiza Cremoneze , professora do 6º ano e assistente de coordenação.

Desde a Grécia antiga a formação de virtude era discutida, responsabilizando o professor com a formação ética de seus discípulos. Trazendo o pensamento daquela época para os dias atuais, não podemos conceber a ética como uma disciplina única, mas como uma formação constante no ambiente escolar.
Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco” já dizia que a ética provém do hábito, cabendo ao educador ser formador constante, principalmente através de seus exemplos.
É possível ensinarmos solidariedade? Gentileza? Ousamos dizer que sim. O professor em seu discurso demonstra seus valores. Cabe a ele se policiar e não se valer de atitudes e práticas preconceituosas e discriminatórias, contradizendo seu discurso através das ações.
Desta forma, podemos validar um discurso antigo como algo tão atual e presente no nosso cotidiano, mas sendo necessário ao professor se reinventar, adotar uma postura cidadã e mais do que ter um bom discurso, ter coerência em suas atitudes e ser um verdadeiro exemplo para seus alunos.