Arquivos da categoria: Orientação Educacional

Ganhar ou perder, qual o título queremos?

Por Renata Santiago

Apesar da prática esportiva sempre ser levada a sério, o objetivo dos treinos em nossa escola nunca foi ganhar títulos, vencer campeonatos ou ser vista como referência nos jogos de quadra. Enxergamos os campeonatos como alegres momentos de juntar a família em torno dos garotos e perceber como estão crescendo, se desenvolvendo, ganhando força, agilidade e resistência.

Futsal, Capoeira, Judô… Aqui, todos os esportes implantados têm o intuito de criar momentos de interação e diversão e incentivar meninos e meninas a levarem pra vida adulta um conceito de vida saudável, se não bastasse, também queremos incluir aqueles que apresentam menos competência para atividades de movimento, levantando a bandeira do “importante é participar”.

Ao longo de vinte e sete anos, o Átrio – Tatibitati persegue valores que vão além das capacidades musculares e táticas de seus alunos. Ser reconhecida como uma escola em que os atletas não falam palavrão durante os jogos, não recebem cartões de advertência, certamente são os troféus que queremos colecionar. Além do mais, a oportunidade de ensiná-los que na vida, perder será mais corriqueiro que ganhar, e para conquistar algo é necessário ser perseverante, até que venha a vitória e com ela, o doce sabor da conquista.

Comemorar o gol é com certeza uma explosão de alegria e assistir aos jogos dos campeonatos também. Talvez para muitos não estejamos fazendo a escolha certa, mas o que queremos mesmo é que nossos alunos sejam felizes, e nossa escola seja reconhecida por ser diferente, por viver e prezar a educação acima de tudo, acima do ganhar e perder.

Infância não é carreira e filho não é troféu

Por Renata Santiago

Ao ter acesso ao texto Infância não é carreira e filho não é troféu, me identifiquei com a fala que traz a seguinte colocação: “uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada”.

Vivemos um tempo em que as crianças possuem uma agenda própria, cheia de compromissos, aulas, horários e esquecemos muitas vezes de deixar espaço entre uma atividade ou outra para não fazer nada, para simplesmente brincar, curtir a alegria da infância e nada mais. Esta tem sido uma de minhas preocupações em meu papel como educadora, e recentemente como orientadora educacional.

Até que ponto, determinamos o número de atividades dos nossos filhos como algo importante para eles, ou para realizarmos nossos objetivos pessoais que foram frustrados? Vale a pena gastar um tempo lendo o texto e meditando sobre o assunto. Boa leitura!

http://iadparana.com.br/infancia-nao-e-carreira-e-filho-nao-e-troféu/

Fonte: Instituto da Infância e da Adolescência do Paraná – IAD